Já faz um tempo que estou sem escrever aqui, mas fatos recentes, apesar de me derrubarem, também me deram forças pra escrever aqui pela última vez. Sim, pela última vez. Próximo ano só poderei me preocupar com quem importa, e com quem verdadeiramente se importa comigo.
Mas vamos a água e ao vinho.
Há algum tempo estive sob os efeitos do vinho. Aquela bebida do deus grego Baco, que nos tira a sensatez e nos faz agir de modo leve e despreocupado. O vinho me inundou a mente, me fez ver as coisas de um ângulo diferente, me fez rir frente a situações em que deveria chorar. Mas no dia de natal, por breves 30 segundos, eu troquei o vinho pela água. E só então pude perceber a realidade. Pura, límpida, insípida.
Descobri que pessoas sem caráter estão mais próximas do que nós imaginamos. Que respeito – pra mim, uma conduta tão fácil de cumprir – não existe no vocabulário de muitos. Que pedir desculpas deveria ser ensinado nas escolas.
Eu tive um infeliz natal, pois fizeram de mim a única coisa que eu não queria ser: uma idiota.
Meu ano de 2010 tinha tudo pra ser excelente, mas está terminando da pior forma possível. Sem amor, sem fé, sem paz. Até sem sono. Quero agora ficar longe da embriaguez do vinho, e cada vez mais próxima da pureza da água. Em 2011, quero ficar sóbria e voltar a ser quem eu era.
E é assim que encerro meu blog. Muita tristeza e uma gota de acidez. Desejo um 2011 excepcional a todas as pessoas de bom coração! E para todo o resto, desejo um 2011 medíocre.






